Historico do terço
Mãe Rainha Três Vezes Admirável
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01. O que é?
O Terço dos Homens é uma pastoral nova da Igreja Católica, com espírito pós-moderno, aurindo ainda os reflexos do Concílio Vaticano II.
É uma Campanha que pretende conquistar e valorizar o religioso dos homens, através da descoberta de sua natureza como ser filial, dependente de Deus, para melhor desempenhar a sua paternidade e a sua missão cristã.
Através da oração comunitária, o homem desenvolve uma devoção que o leva, como chefe de família, a reconquistar o seu lugar de mestre, pastor e sacerdote, a exemplo de Cristo. Aprendendo a rezar e levando sua família também à oração, ele se faz respeitar e amar.
O Terço dos Homens apresenta-se, sem dúvida, como uma resposta à problemática pessoal, social e comunitária dos dias de hoje, onde o homem, de modo geral, é um ser presente em todas as atividades humanas, mas ausente no seio da Igreja. Assim, rejubilam os sacerdotes que buscavam uma forma de trazer os homens de volta às fileiras da Igreja.
O Terço dos Homens é também uma nova vertente de vida, fruto dos Santuários de Schoenstatt e está ligado à imagem da Mãe e Rainha que visita as famílias como Mãe Peregrina.
02. Por que só homens ?
A Campanha do Terço dos Homens quer atingir toda a família. Espera-se que a esposa, que por norma está mais sintonizada com o sentido religioso, deve ser o elemento chave empurrando suavemente o marido e filhos>, e as filhas em fiel participação, também meditem o Terço em suas casas, se possível no mesmo horário. Os homens, porém, devem se reunir e rezar em grupo. Há vários fatores que justificam essa reunião:
Psicologicamente: é bom que os homens possam vivenciar um ambiente sadio entre seus iguais. É importante poder fortalecer seus vínculos pela amizade sincera e pelos interesses comuns; discutir questões cotidianas como o trabalho, saúde, família, educação dos filhos, etc., e também as de um sentimento de segurança, de participação e de verdade. Ao encontrar-se mais fortalecido em seu papel de pai e esposo o homem poderá com mais propriedade e segurança, cumprir seu ideal de guia e protetor familiar. Uma família feliz e equilibrada começa na felicidade e equilíbrio do pai.
Sociologicamente: grupos masculinos têm tradição na Igreja e também fora dela. Percebe-se, todavia, que aextinção desses grupos distancia o homem do espírito de equipe, de participação e de responsabilidade.
Religiosamente: apesar de que no nordeste brasileiro se destaca a tradição religiosa masculina, essa não é uma generalidade no país. Aqui as devoções e procissões religiosas têm marcada presença masculina. De modo geral, nas demais regiões os homens pouco acompanham as famílias nas vivências religiosas, uns por comodismo, outros por respeito humano, por falta de hábito, etc.. O fato de estarem rezando só entre homens lhes resgata o sentido de dependência do Pai, que não é só pessoal, mas que percebem ser uma necessidade de todos os seus iguais. Assim, se fortalecem na sua masculinidade, porque resgatam o sentido de FILHOS, tornam-se, miraculosamente transparentes do Pai entre os seus, fazendo retornar o equilíbrio familiar.
Tudo isso aponta para a importância de um espaço dentro da Igreja, para uma devoção masculina. O Terço dos Homens resgata a vivência social, integrada e vinculada, como uma resposta ao isolamento e desarraigamento das famílias, ao egoísmo, ao enfraquecimento dos valores morais, e principalmente por ser uma oração bíblica leva à reconquista do religioso do próprio homem – e por ser uma oração mariana, propicia aos homens uma auto-educação que só ELA pode dar.
Todo ser humano nasce com determinadas forças psíquicas que no decorrer do tempo terão um papel importante em sua vida. Todavia, esse crescimento está condicionado às diferenças de sexo, de mentalidade e do próprio meio ambiente onde ele se desenvolve. Esses fatores terão no futuro grande importância na maneira de ser, de agir e de irradiar a sua pessoalidade. Sabemos bem como as mentalidades masculinas e femininas são distintas e como reagem de modos diferentes perante os mesmos acontecimentos. A que ter em conta tudo isso para que se saiba aproveitar e tirar o melhor rendimento de tão preciosa energia.
Caracteriza o homem, possuir uma acentuada inclinação para o mando, para autonomia e para a aventura. São qualidades a considerar, pois podem ter grande influência no subconsciente, caso não estejam adormecidas. Sutilmente há que aproveitá-las, escolhendo ambientes favoráveis, onde elas despertem e se reanimem. Então sim, elas despontaram com nova vida, ajudando o homem abatido e desanimado, a vencer barreiras e a entregar-se com entusiasmo na conquista de um ideal. Dentro de casa, nem sempre se encontra esse clima. Com raras exceções, quem manda é a mulher embora o marido seja o chefe da família. Na Igreja a coisa é semelhante. Predomina a mentalidade feminina. Enquanto isso, o homem é tentado a procurar outros vínculos e outros lugares. E nesse impasse, vão surgindo brigas e incompreensões. Às vezes eles até querem mas não conseguem. Sentem-se distantes. A suas forças anímicas estão desligadas, talvez porque ainda não tenham encontrado o verdadeiro ambiente onde possa mostrar o que valem e podem. Resumidamente, eis o porquê de esse Terço ser só para homens.
03. O terço dentro da evangelização das Américas
Os missionários vindos da Europa traziam consigo uma grande devoção Mariana. Essa devoção foi ainda mais estimulada pelas aparições de Nossa Senhora de Guadalupe, no México, em 1531.
Em Olinda, no convento de Ouro Preto, construído em 1660, organizavam-se procissões à Capela de Nossa Senhora da Encarnação, ensinando e estimulando o povo a rezar o Terço. Essa Capela ficava exatamente no local onde encontramos hoje o Santuário da Mãe Rainha e tinha aproximadamente as mesmas medidas.
Portanto, podemos afirmar sem erro que os primeiros missionários conseguiram impregnar no povo brasileiro uma verdadeira cultura Mariana, especialmente no nordeste. O que se vê hoje manifestado na cultura religiosa popular é resultante dessa força apostólica integrada à tradição.
04. O terço dentro da tradição da Igreja
Essa devoção tem uma longa e rica história no plano da Salvação e a nossa Campanha cristã tem de estar integrada nesta tradição da Igreja. Desde tempos imemoráveis que se reza o Terço no mundo cristão. São Bernardo e São Domingos, nos começos do primeiro milênio, foram seus grandes devotos e impulsionadores.
A festa do Rosário foi instituída depois da difícil batalha de Le Panto, séc. XV. Os turcos, após a conquista de Constantinopla ameaçavam conquistar Roma. Foram vencidos nessa inesquecível batalha. Em tão grande tribulação o Papa da época conclamou todo o mundo católico a rezar o Terço. E o triunfo da batalha foi atribuído à força do Rosário.
Em Fátima, é um pedido insistente de Nossa Senhora aos pastorinhos, exultando-os a rezarem e divulgarem essa prática como meio de santificação e de salvação da Humanidade.
Também o nosso Papa João Paulo II não se cansa de divulgar e impulsionar a reza do Rosário. Ele é o grande apostolo do Rosário e de Fátima.
05. Terço dos Homens no Movimento Apostólico de Schoenstatt
O Pe. José Kentenich, Fundador do Movimento Apostólico de Schoenstatt (mais conhecido como Movimento da Mãe e Rainha), sempre rezou o terço e orientou toda a família schoenstateana a também fazê-lo. Considerava-o o “breviário da família” e a “armadura do cristão”.
O Santuário da Mãe Rainha integra-se a uma grande corrente de graças e orações, iniciada pela Aliança de Amor feita pelo fundador - Pe. José Kentenich – seus alunos e Nossa Senhora. Essa aliança gerou frutos abundantes através do trabalho piedoso e da fé inabalável do Pe. Kentenich e desse grupo de jovens. Pe. Kentenich sempre rezou o Terço e orientou a todos para também fazê-lo. Como fruto abundante da fé do Fundador surgiu em Santa Maria/RS um seu “aluninho”, o Diácono João Luiz Pozzobom que em tudo procurou seguir os ensinamentos; captou a importância dessa oração e fez dela, acompanhada da visita da Mãe Peregrina às famílias, a sua bandeira de heroísmo (vide mais dados no título: Diácono João Luiz Pozzobom).
06. A Campanha do Terço e a Campanha da Mãe Peregrina
Essas duas campanhas têm grandes afinidades entre si. Ambas nasceram no Santuário e ambas estão inseridas numa espiritualidade popular. Fazem parte da cultura religiosa do nosso povo. A visita às famílias de quadros piedosos como os da Sagrada Família, de Nossa Senhora e a reza do Terço, são devoções com tradições seculares.
João Pozzobom aproveitou sabiamente essas Forças Populares para o lançamento da Campanha da Mãe Peregrina, unicamente com um toque de mestre, integrando-a na fecundidade do Santuário. A força do Espírito Santo apurou-lhe a intuição. Não precisou fazer estudos de pastoral. Foi fiel. Deixou se conduzir pelo fluxo divino e o mesmo esta acontecendo com a Campanha do Terço dos Homens.
07. Primórdios do Terço dos Homens
Por volta de 1950 o Diácono João Luiz Pozzobon fez parte de um grupo de 100 homens que se formou em Santa Maria/RS para rezar o terço mensalmente. Desse grupo, só ele persistiu. Ele foi o grande homem do terço. Ele popularizou e difundiu o terço nas visitas que fazia diariamente às famílias, escolas, hospitais, presídios, vilas populares, empresas. Vinculou o terço à Campanha da Mãe Peregrina e às graças do Santuário.
08. Histórico do ressurgimento do Terço dos Homens no Nordeste
Os primeiros passos dessa devoção foram ensaiados em Maceió, na Casa Mãe e Rainha, para em seguida surgirem em Pernambuco na Paróquia de Jaboatão dos Guararapes já com mais vigor. Daí passou para o Santuário da Nova Evangelização de Recife/Olinda, onde, à sua sombra, tomou uma dimensão e expansão muito maior e se constituiu no renascimento dessa devoção.
Nessa altura o terço passou a ser rezado todas as semanas e não mensalmente. As primeiras adesões foram tímidas, apenas uma meia dúzia de homens, mas, ao contrário do que aconteceu em Santa Maria/RS, o número foi aumentando gradativamente, espalhou-se colina abaixo, alcançou as Paróquias, Capelas e pequenas comunidades e hoje está presente em todos os estados do Nordeste, com perspectivas auspiciosas de alcançar todo o país e “talvez mais além” (PK).
O Pe. José Pontes foi o grande incentivador dessa Campanha junto ao Santuário. Teve o mérito de acreditar e de saber impulsioná-la. A semente caiu em terra fecunda e sob a fecundidade do Santuário logo germinou e se expandiu com uma força verdadeiramente Pentecostal.
09. Origem do Santuário de Olinda e do Movimento de Schoenstatt no Nordeste
Tudo começou do Santuário-lar de uma família. Foi assim: Pe. Miguel Lencastre chegou a Recife em l964, vindo da Suíça, a fim de atender necessidades da família, ali estabelecida com engenho há muitos anos. A seguir, foi nomeado para São Paulo. Em l974 duas irmãs suas com 5 sobrinhos vêm de Portugal para se estabelecer no engenho. Ali constituem um Santuário-lar da Mãe e Rainha. O lema desse Santuário-lar era: “Trazer Schoenstatt para o Nordeste”. Convidaram a Irmã Áurea Dotto a dar-lhes um Retiro de família. Nesse evento estão três representações legítimas do Movimento:
- Irmã Áurea – Instituto das Irmãs de Schoenstatt
- Pe. Miguel – Instituto dos Padres de Schoenstatt
- Família do Nordeste (a mãe do Pe. Miguel era nascida no Brasil)
O Pe. Miguel celebrou uma missa nesse Santuário-lar do engenho, tendo um broto de coqueiro sob o altar.
Em l980 o Pe. Miguel foi a um Congresso em Santa Maria/RS e nos intervalos começou a falar no Nordeste como possibilidade de extensão do Movimento.
Visitou a Irmã Cenira (artista plástica) e ela o presenteou com um quadro da Mãe e Rainha dizendo-lhe: “Essa vai ser a Grande Missionária do Nordeste”.
Os primeiros anos do Movimento em Recife foram sem a presença de qualquer sacerdote ou religiosa. Apenas o Pe. Miguel, de São Paulo, dava suas orientações aos primeiros leigos que se congregaram a seus familiares, que, com toda fidelidade e persistência assumiram Schoenstatt e procuraram difundir a sua espiritualidade. Seu mês de férias era passado em Recife. Em l986, Recife recebe o precioso auxílio da Irmã Renate, quando então, ainda sob orientação do Pe. Miguel, criaram um “Conselho de Leigos”, que ficou circunscrito a Recife.
Em 1988 Pe. Miguel deixa São Paulo e vem para Recife. Ali, começou a organizar congressos. O Movimento leigo crescia, através da Mãe Peregrina. O grupo foi agraciado com a vinda da Irmã Stela. Fizeram um desafio à Mãe de Deus, pedindo-lhe que quando lançassem a 1000ª Peregrina, Ela lhes mostrasse o terreno para o futuro Santuário. Assim aconteceu, e foi em Olinda. Sua fundação deu-se em 12/10/1992, quando compareceram mais de 15.000 romeiros, vindos de todos os estados do Nordeste, razão porque é chamado o SANTUÁRIO-MÃE DO NORDESTE. Ele é fruto vivo da Divina Providência. Seu ‘nascimento’ contrariou todos os processos anteriores e a sua história é fundamentada na valorização dos leigos e tem como missão A NOVA EVANGELIZAÇÃO. Maria foi a grande educadora e a grande construtora do Santuário que tem como GRANDE RESULTANTE CRIADORA a vitoriosa Campanha do Terço.
10. Santuário de Schoenstatt – História
Em 1914, quando irrompia a primeira guerra mundial Pe. José Kentenich era Diretor Espiritual no Seminário Palotino em Schoenstatt, junto ao rio Reno na cidade de Vallender – Alemanha.
Grande devoto de Maria Santíssima considera-a como Educadora dos Cristãos e a colaboradora oficial de Cristo na Obra de Redenção. Com as dificuldades da guerra o grupo de jovens seminaristas orientados por ele, ficou sem um lugar para seus encontros, por isso começou a reunir-se numa Capelinha abandonada, nas proximidades do Seminário, e esta, serviu de modelo para centenas de Santuários espalhados por todo o mundo, em torno dos quais o movimento cresce e se organiza.
Pe. Kentenich ousou expor a idéia que muito tempo trazia em seu coração. Não seria possível que através das orações, sacrifícios e o esforço de auto-educação pessoal e comunitária a Mãe de Deus fosse atraída à pequena Capelinha e esta se tornasse um Santuário de graças?
Todos os que ali chegassem para rezar deveriam experimentar suas glórias e receber graças de transformação interior. Assim convidaram Nossa Senhora a estabelecer-se nesta Capelinha.
Com esse mútuo compromisso chamado Aliança de Amor, deu-se a fundação do Santuário e da Obra Internacional de Schoenstatt em 18 de outubro de 1914.
Pelo apostolado e testemunho cristão dos jovens durante a guerra, o movimento tornou-se conhecido por muitos.
Hoje o Movimento de Schoenstatt está presente em mais de 82 paises e em todos os continentes com mais de 180 Santuários, onde pela especial presença de Cristo e Maria formam-se pessoas e comunidades capazes de lutar pelo Reino de Deus.
11. Diácono João Luiz Pozzobon
Um menino especial
O iniciador da Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt, Diácono João Luiz Pozzobom, nasceu em 12 de dezembro de 1904, em Ribeirão – Rio Grande do Sul/Brasil. Filho de imigrantes italianos, Ferdinando e Augusta Pozzobom, aprendeu desde a infância a amar a igreja e esforçar-se para corporificar os ensinamentos de Jesus. Ele sentiu em seu interior o profundo anseio por algo que não conseguia definir. Disse ele: “Eu tinha 12 anos e sentia uma espécie de saudade, que não conseguia saciar. Em nossa terra havia uma colina, uma terra um pouco elevada, e eu olhava o horizonte, ali onde o céu parece tocar a terra, e parecia-me que, desse modo, preenchia o vazio que sentia... Essa saudade durou uns 36 anos...” E foi saciada com sua dedicação à Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt.
Um início pequeno para um tão grande crescimento
Dia 10 de setembro de 1950, ano em que a Igreja proclama o dogma da Assunção de Maria ao céu, ele recebe, no Santuário, a Imagem da Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt, para com ela visitar as famílias.
Ele afirma: "No Santuário da Mãe e Rainha aconteceu minha grande descoberta". A bondade e a misericórdia de Deus e da Virgem Mãe e Rainha me confiaram uma grandiosa missão evangelizadora: a Campanha do Santo Terço. “Entendi a missão e, por ela, fiz minha entrega total”. Por sua consagração e entrega filial à Mãe e Rainha, Sr. João se torna um verdadeiro missionário e apóstolo, sem descuidar em nada de sua própria família. É sua convicção que:
“quando algo é de Deus, algo divino, um homem sozinho pode mover o mundo” - J.L.P.
“Eu havia dito à Mãe e Rainha que pouco me valia mover o mundo inteiro, se descuidasse de minha família. Se isso acontecesse, não estaria fazendo nada... Porém, tudo foi bem. Quando Deus quer que se realize uma missão, uma pessoa pode cuidar de sua família, pode fazer tudo". (J. L. P)
Em 30 de dezembro de 1972, ele é ordenado Diácono da Igreja, pela imposição das mãos de Dom Érico Ferrari, na Capela Nossa Senhora das Graças em Santa Maria. "Minha ordenação foi como uma flor que se abriu, uma grande alegria que se estendeu a todos os amigos. Senti-me penetrado, totalmente, pelo espírito da Santa Igreja. Senti a união como um só coração. Foi um verdadeiro Cenáculo, junto com a Mãe e Rainha. A hora do Espírito Santo". O amor do Diácono João Pozzobon à Igreja é duramente provado. De início, seu trabalho não é compreendido e ele é muitas vezes caluniado. Mas sempre permanece em perfeita obediência ao Pároco e ao Bispo. Sente-se unido ao Fundador da Obra de Schoenstatt, Padre José Kentenich, do qual se considera um aluninho, e que na ocasião também se encontrava afastado da Obra, em obediência à Igreja. Após 35 anos de total dedicação à Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt, faleceu dia 27 de junho de 1985. A caminho do Santuário, ao atravessar uma avenida, devido a forte nevoeiro, é atropelado por um caminhão. O motorista tenta frear, mas o carro desliza na pista úmida. Assim ele faz a sua última romaria, retoma ao Santuário Eterno e se realizam suas palavras:
"Se um dia me encontrarem morto no caminho, saibam que eu morri de alegria!"
O Diácono João Luiz Pozzobon santifica a sua vida pela dedicação à Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt. Seu processo de beatificação é iniciado em Santa Maria/RS, sua diocese de origem, em 12 de dezembro de 1994, por Dom Ivo Lorscheider. No momento, aguarda-se um milagre para que ele seja beatificado.
Testemunho do Bispo e do Pároco
Seu Bispo Diocesano, Dom Ivo Lorscheider, escreve ao Diácono João, após receber um relatório de suas atividades: "Vejo, não sem emoção, que seu trabalho apostólico nas vilas e bairros, está chegando às Bodas de Prata... sua oração diária é um verdadeiro louvor em nossa Igreja diocesana, e seu trabalho pastoral é digno de nossa comovida homenagem".
Na homilia da Santa Missa de corpo presente, seu pároco testemunha: “João cultivava uma estreita vinculação com a própria paróquia; com freqüência estava na casa paroquial, trazendo seus programas para serem aprovados”. Nunca deixava o escritório sem pôr-se de joelhos e suplicar a bênção, dizendo: “Vou com sua bênção, Padre”!
Ele visitava hospitais, casas, empresas, escolas, sempre empunhando seu Terço e levando a imagem da Mãe Rainha aos que, e necessitavam dela. Desde o início ele chamou de “Esforçada Campanha do Terço”. Só mais tarde é que passou a chamar “Campanha da Mãe Peregrina”.
Sabe-se que ele tinha o terço esculpido no cabo da própria enxada, para rezar enquanto trabalhava a terra. Esse apóstolo de Maria caminhou mais de 140.000 quilômetros, sempre rezando o terço e carregando a imagem de Nossa Senhora.
ORAÇÃO PELA CANONIZAÇÃO DO DIÁCONO JOÃO LUlZ POZZOBON
Deus, nosso Pai, fizeste de João Luiz Pozzobon um esposo e pai exemplar, um amigo dos pobres e um incansável peregrino. Ele dedicou sua vida a levar a Mãe e Rainha às famílias, hospitais, escolas e presídios, rezando o terço.
Por isso Pai, confiante peço que, se for da Tua vontade, este Teu servo seja canonzado e, por sua intercessão, eu possa receber a graça que tanto necessito: (pedir a graça).
Assim rezo com Maria, a Grande Missionária, para a Tua Glória, o florescimento da Igreja e a santificação das famílias.
Amém.
Pai Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai.
Com aprovação eclesiástica
Terço dos Homens, uma campanha em prol das famílias do Brasil e do mundo
Participe e sempre convide um amigo
Praça Padre Félix Barreto, s/n – bairro do Livramento
Vitória de Santo Antão-PE
CEP – 55 Fone 3526.3688
CONTATO – tercodoshomens@paroquialivramento.com.br
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