IGREJA DA IRMANDADE DE NOSSA SENHORA DO LIVRAMENTO
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Não há documentação conhecida sobre a data exata do inicio de sua construção.
Informa o “anuário estatístico da arquidiocese de Olinda e Recife que o bispo Dom Frei Luis de Santa Teresa, que governou a diocese de 1739 a 1757, a mandara edificar, mas sem indicar o ano.
Sebastião Galvão afirma que “A Igreja do Livramento foi fundada no fim do século XVIII pelo capitão-mor Manoel Teixeira de Abreu Peixoto, repara, em 1871, por Frei Fidelis e concluída um século depois pela irmandade da mesma denominação.”
Dita afirmação é pelo menos imprecisa: Manoel Teixeira de Abreu Peixoto, homem abonado de recursos, poderia Ter sido o iniciador desse templo nos fins do século XVIII, mas não há provas de que o tenha concluído. Por outro lado , a expressão ”um século depois” usada por Galvão deve referir-se à época da fundação da igreja e não à do seu reparo por Frei Fidelis, pois, desde fins do século XIX, a capela funcionava, normalmente, com sua irmandade a qual foi extinta, por inadimplência de seu “compromisso”, em 27 de Julho de 1887 pelo bispo diocesano por não cumprir seus estatutos, era constituída por mestiços que cultuavam a virgem do livramento na caplea onde a associação estava sediada.
Sua construção estava prevista em 13 de Julho de 1755 pois, na escritura de doação do patrimônio de nossa Senhora do Rosário, com aquela data, declara o doador:” dentro dessas terras (doadas) temos dado terra para se levantar a capela de nossa senhora do livramento, cuja se levantará no lugar mencionado, na forma e modo que quisermos.”
O que é inconteste é que, em 1817, já se achava a Igreja do Livramento, ao menos parcialmente, construída, segundo consta da Cartografia Basílica, de Ayres do Cosal.
É admissível que, iniciada no século XVIII, tenha permanecido inacabada, vindo mesmo a arruinar-se, e, mais ou menos um século depois, tenha sido concluída.
Possuía a Igreja do Livramento um patrimônio em terras, doado em 13 de Outubro de 1834 por Timóteo Manoel de Jesus, compreendendo várias ruas situadas em derredor do templo. Foi vendido em 23 de Maio de 1921 pelo Vigário Pe. Américo Vasco, devidamente autorizado pelo bispo.
Sua irmandade, que tinha a denominação de “Irmandade de Nossa Senhora do Livramento dos Homens Pardos”, porque fundada por mestiços (costume generalizado no Brasil), já existia, segundo Pereira da Costa, em 1845, mas só teve seu “compromisso” aprovado pela lei provincial nº392 de 1º de Julho de 1856.
Em 16 de Novembro de 1907, às 20:30 horas, era a cidade abalada por um forte estrondo. Desabara o teto da igreja do Livramento, causando estragos gerais do templo.
Restaurou-a o Padre Américo Vasco, reabrindo-a a culto em fins de 1912.
Teve a capela do livramento um grande benfeitor na pessoa do negociante José Felipe Santiago que, às suas expensas, construiu os altares laterais de São José e de Nossa Senhora da Conceição, doou-lhe as imagens do coração de Jesus, (de São José e da virgem, todas executadas pelo escultor Bibiano Silva) e o mobiliário.
Desde 1912 vem sendo celebrada, sempre com muita solenidade, a Festa de Nossa Senhora do Livramento, na Segunda quinzena de Novembro, tendo sido durante, muitos anos, um dos seus maiores propugandores José Bonifácio de Holanda Cavalcanti.
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