Conselho Missionário Paroquial – COMIPA
Tema:
O Cristão e a Igreja.
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Certa vez um padre novo foi enviado a uma paróquia do interior.Era um povoado de pouca gente,
mas de muito problemas. A política provocava encrencas que estragava a vida da cidade. Eram
fofocas e mais fofocas.
Embora todos se declarassem católicos, a Igreja estava vazia. O padre
chegou com muitas idéias e esperanças, mas logo de início experimentou
a dureza da decepção. Ele convidava o povo para as Missas, mas ninguém
ligava. Os bares estavam sempre cheios.
A Igreja, porém, sempre vazia. O pobre padre não encontrava mais ninguém daquela multidão que
o recebeu festivamente no dia da posse, com banda de música e fervorosos discursos.
Percebendo então que aquele povo gostava de novidade e sensacionalismo, o jovem padre teve uma
idéia: convidou todo o povoado para acompanhar o “enterro da Igreja” no domingo seguinte,
às 17:00 horas. Em pouco tempo a noticia percorreu toda a cidade. Alguns fofoqueiros
diziam: “Esse padre não bate bem. Vamos ver o que ele vai aprontar com esse negócio de enterro
da Igreja! Será que ele vai derrubar a velha matriz e bota-la num caixão?”
No domingo seguinte, uma hora antes do “enterro” a Igreja estava lotada. Perto do altar havia um
caixão de defunto com duas velas ao lado. Todo mundo ia dando um empurrãozinho para chegar perto
do caixão e ver a cara da defunta da Igreja.Às 16:00 horas, o padre recomendou silêncio e muito
respeito, pois iria abrir o caixão para que pudessem ver pela última vez a tal defunta e despedir-se dela.
Abriu o caixão. Muita gente estava pisando com a ponta dos pés e esticando o pescoço para poder ver a cara
da defunta. Que surpresa! Cada um que olhava, cobria o rosto e se afastava envergonhado: no fundo do caixão
o padre havia colocado um espelho. Cada um via o seu próprio rosto.O que vimos é uma lenda. Mas nos ensina
uma grande verdade: “Nós somos a Igreja”. Ela está viva ou morta dentro de nós, conforme a nossa fé ou a nossa descrença.
UM EXEMPLO DE IGREJA
Precisamos ser Igreja de maneira correta, encarnada na realidade.
Para isso devemos estar inseridos numa comunidade paroquial. É ai
que se encontra e se realiza a Igreja de Jesus Cristo. É ai numa
comunidade determinada, que podemos viver a nossa vocação batismal.
Cristão que não participa da comunidade paroquial é um cristão
teórico. È apenas um rótulo vazio. Precisamos assumir o nosso lugar
e a nossa missão na Igreja e na sociedade, como “sal da terra e luz
do mundo” (Cf. Mt 5, 13-16).
Assim eram os primeiros cristãos. Eles participavam ativamente da
comunidade e davam publicamente testemunho da Ressurreição do Senhor,
arriscando a própria vida. Eis o que fala o livro dos Atos:
“Eles se mostravam assíduos ao ensinamento dos apóstolos, à comunhão
fraterna, a fração do pão e às orações. Todos os fiéis eram unidos,
tinham tudo em comum.
Vendiam as suas propriedades e os bens, e dividiam o dinheiro entre
todos, segundo as necessidades de cada um. Dia após dia, unânimes,
freqüentavam assiduamente o templo e partiam o pão pelas casas,
tomando o alimento com alegria e simplicidade de coração. Louvavam
a Deus e eram aceitos por todo o povo. E, a cada dia o Senhor
acrescentava ao número deles os que queriam ser salvos” (At 2,42-47).
Para nós é muito importante o exemplo daqueles que viveram no
tempo dos Apóstolos, muito dos quais chegaram a ver e ouvir
pessoalmente o próprio Cristo. Eu sei que os tempos mudaram, e não
podemos simplesmente copiar o modo de viver de uma comunidade cristã
de uma época tão distante. Hoje seria quase impossível pôr todo
dinheiro numa caixa comum. Não estamos preparados para isso. Mas,
pelo fato de não podermos dar tudo, não é que vamos ficar sem dar
nada. Podemos fazer alguma experiência de partilha de bens, começando
pelo “dizimo” que, se for pago como nos manda a Bíblia, já é um
grande passo no sentido comunitário.
Em todo caso, uma coisa é certa: podemos ter o “espírito” de fé e de
fraternidade que os primeiros cristãos tiveram. Podemos e devemos
viver na unidade, como eles, pois nisto está a “marca” da Igreja de
Jesus e a força que levará muitos a crer que o senhor veio e já
operou a Salvação como disse o próprio Cristo (Cf. Jô 17,20-21).
EM COMUNHÃO COM OS OUTROS
Poderá alguém dizer: “Eu rezo sozinho, vou à Igreja na hora
em que ela está vazia. Eu e Deus. Mas ninguém. Isso me basta”. Bem
tal pessoa poderá pensar e agir assim, mas esse não é o desejo de
Jesus, que disse: “Em verdade vos digo: se dois de vós estiverem de
acordo na terra sobre qualquer coisa que queiram pedir, isto lhes
será concedido por meu Pai que está nos céus. Pois onde dois ou mais
estiverem reunidos em meu nome, ali estou eu no meio deles”(Mt 18, 19-20).
Jesus quer que vivamos em comunhão com os outros. Ele comparou
a sua Igreja a um rebanho. E não basta estarmos “reunidos”. Ele quer
que sejamos “unidos”. Por isso comparou ainda a Igreja a uma videira.
Disse Jesus: “Eu sou a videira e vós, os ramos. Aquele que permanece
em mim e eu nele, esse produz muito fruto. Porque, sem mim, nada
podeis fazer” (Jô 15,5).
Pelo Batismo somos “enxertados” ou inseridos no Corpo de Cristo (que
é Igreja) assim como os ramos estão vitalmente unidos ao tronco da
videira. É o mesmo Espírito Santo que dá vida a toda Igreja, assim
como a mesma seiva circula em todos os ramos da videira.
A IGREJA TEM UM CHEFE
Os bispos são os sucessores dos Apóstolos. E os padres são
colaboradores imediatos dos bispos. Jesus é o chefe supremo da Igreja.
Mas, sendo a Igreja feita de homens e mulheres, Jesus quis colocar à
frente desse grande rebanho um chefe visível, que fosse o “sinal da
unidade”. O primeiro escolhido por Jesus foi São Pedro, que era líder
do grupo dos onze Apóstolos. Assim falou Jesus a Pedro:
“Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja. E as portas
do inferno nunca prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do
reino dos céus; tudo o que ligares na terra será ligado no céu, e tudo
o que desligares na terra será desligado também no céu” (Mt 16,18-19).
No texto acima vemos a “promessa” que Jesus fez a Pedro. Essa promessa
foi cumprida. Quando estava para subir ao céu, o Senhor entregou a
Pedro missão de governar toda a sua Igreja. Leia João 21,15-17.
O Papa é o sucessor de Pedro, porque, sendo Bispo de Roma,
está no lugar onde Pedro terminou seus dias sobre a terra, como
Cabeça da Igreja Católica, única fundada por Jesus Cristo.
RECORDANDO E REFLETINDO
01. Qual era o centro da pregação de Jesus?
02. Que poder Jesus deu aos Apóstolos?
03. Dentro de que contexto aparece o Batismo?
04. Qual a conseqüência de alguém ser batizado?
05. A que Jesus comparou os cristãos?
06. Onde deve engajar-se o batizado?
07. Como eram os primeiros cristãos?
08. Dá para viver hoje como a comunidade de Jerusalém? Por quê?
09. Pode alguém viver sozinho a sua fé?
10. Que disse Jesus a São Pedro?
11. Por que o Papa é o sucessor de Pedro?
12. De que modo você está engajado na Igreja?
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