Conselho Missionário Paroquial – COMIPA

História da Igreja


Lição 2: Jesus e a Igreja




 

Jesus nasceu em Belém, cidade do rei Davi, como descendente de estirpe régia. A data de seu nascimento foi calculada pelo monge Dionísio o Pequeno (+ 556), que se enganou fixando-a no ano 753 (25 de dezembro) da fundação de Roma; para tanto, baseou-se me Lc3, 1 e 3,23, que afirmam:”No décimo quinto ano do império de Tibério César... Jesus tinha aproximadamente trinta anos”; foi então batizado e iniciou seu ministério público. Ora o 15º ano do Imperador Tibério corresponde ao ano 782 da fundação de Roma; Dionísio estendeu que Jesus tinha 29 anos completos quando começou a pregar; daí o cálculo 782-29 = 753. Jesus então teria nascido em 25/12/753 da era de Roma; conseqüentemente, o ano 754 foi o primeiro da era cristã. Todavia este cálculo de Dionísio é falho, pois a Lc 3,23 um sentido errôneo; Lucas apenas queria dizer que Jesus tinha idade exigida pelos judeus para exercer uma função pública (= 30 anos). Na verdade nasceu antes de 753 de Roma, pois nasceu antes da morte de Herodes (cf. Mt 2,1-22), que se deu em 4 a.C.; Jesus devia ter talvez dois anos quando Herodes provocou a matança dos inocentes (cf. Mt 2,16), o que quer dizer que nasceu em 6 ou 7 “antes de Cristo” (pois Herodes deve ter vivido um pouco, depois do morticínio dos inocentes).

Após três anos de vida pública (27-30, provavelmente), Jesus morreu e ressuscitou, como havia predito. Tinha chamado doze seguidores imediatos ou Apóstolos, dos quais Judas desertou (entrando em seu lugar Matias; ver At 1,21-26); Pedro foi constituído chefe desse Colégio e da Igreja inteira (ver Mt 16.16-19; Lc 22, 31s; Jô 15, 15-17).

A existência histórica de Jesus foi negada por autores como A. Kalthoff, P. Jensen, A. Drews, P. L. Couchoud..., que quiseram equiparar  Jesus a personagens místicos do Oriente antigo. Tal tese, porém, não encontra ressonância mesmo nos ambientes mais racionalistas, pois a realidade histórica de Jesus é atestada por autores romanos e judeus, além dos cristãos (ver Curso de Iniciação Teológica por correspondência, módulo 3, onde são citados os textos de Tácito, + 116, Suetônio, + 120, e Plínio o jovem, + 112; são outrossim transcritos testemunhos do Talmud dos judeus e de Flávio José, Historiador israelita, + 95).

A Igreja teve sua origem plena em Pentecostes, quando o Espírito Santo de deu aos Apóstolos reunidos com Maria em oração no Cenáculo de Jerusalém. Os Apóstolos, pregando em diversas línguas sob a ação do espírito, fizeram a primeira proclamação de que se iniciava o Reino de Deus; daí resultou a conversão de 3.000 judeus(cf. At 2). A Igreja era movida pelo Espírito, de sorte que o número de fiéis aumentava de dia para dia (cf. At 2,47); os Atos dos Apóstolos atestam que levavam vida fraterna, com desapego de seus bens, como se fossem um só coração e uma só alma (cf. At 4,32s). A princípio, os cristãos freqüentavam o Templo de Jerusalém, participando da oração dos judeus e observando costumes israelitas; nas casas particulares, porém, “partiam o pão”, isto é, celebravam a Eucaristia, como lhes mandara o Senhor. Não pareciam ser mais do que um ramo dissidente do judaísmo oficial, o que lhes valeu perseguições da parte das autoridades judaicas (cf. At 4, 1-3). Em breve, porém, se evidenciaria a grande novidade trazida pelo Evangelho e assim formulada por São Paulo: ”Quando ainda éramos fracos, Cristo no tempo marcado morreu pelos ímpios. Dificilmente alguém dá a vida por um justo; por um homem de bem talvez haja alguém que se disponha a morrer. Mas Deus demonstra seu amor para conosco pelo fato de Cristo ter morrido pornôs quando éramos ainda pecadores” (Rm 5,6-8).

 

 

Perguntas

 

1)    Como Deus quis preparar o mundo greco-romano para a vinda do Messias?

2)    Como se chamava o povo quando veio o messias?

3)    Quando foi fundada a Igreja?

4)      Qual a grande novidade do Cristianismo
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